domingo, 17 de setembro de 2017

Lyon joga bem, mas perde pro PSG com dois gols contra

Filipe Frossard Papini
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No Parc des Princes, o OL conseguiu segurar o empate até os 30 minutos do segundo tempo e depois sucumbiu. Jogo também marcou uma polêmica entre Cavani, Daniel Alves e Neymar




Após o empate inesperado contra o Apoel Limassol na última quinta-feira, o Lyon tinha uma árdua missão no encerramento da 6ª rodada do Campeonato Francês. Ir para Paris e enfrentar, no Parc des Princes, o temido e bilionário PSG do trio MCN: Mbappé, Cavani e Neymar. O duelo dos invictos na França era considerado por toda a imprensa do país como o primeiro grande teste do clube parisiense na temporada. O OL era o primeiro time considerado forte time que os comandados de Unai Emery enfrentaria em 2017/18 e um empate já seria um sonho para os lioneses.

O Paris Saint-Germain entrou em campo com problemas. O treinador espanhol tinha alguns problemas para escalar seu elenco e acabou tendo que optar por um 4-2-3-1, formação que foi adota, inclusive, contra o Metz. As ausências, além do suspenso Verratti, também tinham nomes como os lesionados Di María, Pastore e Ben Arfa. Rabiot, que foi dúvida até o último momento, acabou sendo confirmado e faria a dupla de volantes ao lado de Thiago Motta. No meio, quem acabou ganhando vaga foi Julien Draxler. Na zaga, Marquinhos foi preterido por Kimpembé. Veja como ficou:




Bruno Génésio, pelo Lyon, também trouxe novidades. Ele não podia contar com o recém contratado Diop – que ainda não estreou. Além dele, Ferri, que poderia começar a ganhar chances como titular, também não se recuperou de lesão e acabou ficando de fora. No seu lugar, o recém-chegado Tanguy N’Dombélé, que já enfrentou o PSG nesta mesma Ligue 1, pelo Amiens, foi o escolhido para começar jogando. Outras duas novidades acabaram aparecendo no setor defensivo. Génésio optou por trocar os dois laterais brasileiros que começaram jogando contra o Apollon Limassol. Rafael e Marçal começavam sentados no banco, enquanto Tete e Ferland Mendy foram os escolhidos. Assim ficou montado o OL:




O que era um pouco improvável começou já acontecendo no Parc des Princes. O Lyon era melhor que o PSG nos primeiros dez minutos de partida. Por duas vezes, o time visitante quase abriu o placar. Na primeira, N’Dombélé chegou com verticalidade e acabou derrubado por Kurzawa na área. Nada marcado, acertadamente, pelo árbitro Ruddy Buquet. Na sequência, Memphis Depay recebeu na esquerda, partiu em velocidade, passou pela marcação, levou pro meio e finalizou forte, obrigado uma boa defesa de Aréola.

O time de Paris respondeu com Neymar. Ele recebeu no lado esquerdo do campo, perto da linha de fundo. Traoré estava na marcação. O brasileiro sambou pra cima dele e conseguiu colocar a bola na área. Por lá, aparecia, como elemento surpresa, o outro brasileiro Thiago Silva. Ele não conseguiu precisão e acabou mandando muito por cima do gol. Era a primeira boa chegada do PSG.

Depois da boa participação do Lyon nos primeiros minutos, o ritmo diminuiu perto dos 20’ de jogo. O PSG conseguiu se ordenar em campo e já empurrava o time visitante em seu campo de defesa. Mbappé flutuando pro todo o ataque e Neymar, pela esquerda, eram os mais acionados. O OL passou por muitos apertos até os 30’ de jogo para segurar o ímpeto do MCN que tentava abrir o placar a todo custo.

Apesar da grande pressão, o time dos sheiks catarianos criava poucas oportunidades reais de gol. O time do Lyon fazia uma blitz defensiva e quase não deixava os craques adversários construírem suas jogadas com base na genialidade individual. Ao mesmo tempo, quando tinha uma brecha tentavam buscar algum contra-ataque que praticamente não entrou. Mariano Díaz aparecia sozinho nas tentativas.

Aos 39’ de jogo, o Lyon conseguiu, enfim quebrar um pouco da grande pressão parisiense no Parc des Princes. Na tentativa um pouco atabalhoada, e quase sem homens lá na frente, Traoré tentou individualmente, conseguiu até limpar o lance, mas na hora de finalizar acabou chutando muito forte e muito longe do gol. Foi uma das poucas chances criadas pelo OL em toda a primeira etapa.

Antes mesmo do intervalo, o PSG teve mais uma chance para marcar e, dessa vez, foi uma oportunidade muito clara para Neymar. Ele recebeu um passe incrível de Mbappé, em contra-golpe e só tinha Marcelo na sua frente. Ele foi afoito e quis finalizar rapidamente. Acabou mandando um torpedo para Anthony Lopes fazer uma defesa um pouco estranha, mas que evitou o gol.

Assim como no primeiro tempo, o Lyon também começou ligeiramente melhor e criando oportunidades. Dessa vez, quem construiu a jogada foi Fekir, que roubou bola na saída do PSG, com Kurzawa e avançou por ali mesmo, pelo lado direito. Sem muitas opções na área, decidiu finalizar dali mesmo e, quase em ângulo, acabou até criando uma ótima oportunidade de gol que Aréola buscou no cantinho.

A resposta do PSG apareceu aos 11’ do segundo tempo. Enquanto Neymar buscava espaço perto da área, acabou sendo derrubado por Fekir. Na cobrança de falta, o mesmo Neymar foi pra bola e fez uma cobrança quase perfeita. Só não foi com perfeição pois Anthony Lopes conseguiu buscar no ângulo, fazendo uma belíssima defesa. Era pra ser um lance mágico do brasileiro.

Percebendo que não daria para jogar de igual para igual, Bruno Génésio logo fez sua primeira troca. Sacou o centroavante Mariano Díaz e colocou Maxwell Cornet. A ideia não era tão ruim. Em caso de contra-ataque, o OL teria três homens rápidos para puxar com mais agilidade: Cornet, Traoré e Memphis. Talvez seria a única maneira do Lyon conseguiu alcançar um gol na partida deste domingo.

A mudança surtiu efeito imediato. O Lyon teve três excelentes oportunidades na sequência. Na primeira delas, Cornet saiu em velocidade, levou pra esquerda e cruzou na área. A bola chegaria em Memphis, mas Thiago Silva cortou. No escanteio, Memphis Depay colocou na cabeça de Tousart e, novamente, Thiago Silva salvou. No rebote de Thiago, N’Dombélé apareceu do meio da rua e mandou um tiro no travessão.

Depois da chegada do OL, os times mexeram. Génésio tirou N’Dombélé e colocou Martins-Pereira. Emery fez duas trocas: Berchiche e Lo Celso por Kurzawa e Draxler. Não demorou poucos minutos para surtir grande efeito pelo Paris. Lo Celso recebeu na esquerda, deixou Tete no chão, cruzou na área e Cavani apareceu para completar. A bola desviou em Marcelo antes de entrar. Gol contra e 1 a 0 no placar!

A oportunidade de ampliar surgiu logo em seguida. Em bola alçada na área, Ferland Mendy derrubou Mbappé na área e Ruddy Buquet marcou pênalti. Acertadamente, a arbitragem ainda amarelou o lateral esquerdo do Lyon, que fez grande partida. Na bola, Cavani teve uma conversa com Neymar para decidir quem iria cobrar e o uruguaio acabou chamando a responsabilidade. Lopes foi no cantinho, buscou, a bola bateu no travessão antes de voltar em seus braços.

Um detalhe importante deste lance, além é claro do pênalti perdido, foi esse diálogo entre Cavani e Neymar. Poucos minutos antes, naquela cobrança de falta que Lopes foi no ângulo buscar, uma imagem chamou bastante atenção. Antes da cobrança, Cavani queria efetuar a finalização, mas Daniel Alves apareceu, pegou a bola e não deixou, mesmo com a reclamação do uruguaio. Na sequência, Dani entregou a bola para Neymar cobrar.

Já no finzinho da partida, e com o Lyon abatido. Dessa vez, sim, o PSG conseguiu ampliar. Em jogada construída pelo lado direito do campo de ataque, Neymar recebeu no centro e achou Mbappé se infiltrando. O atacante ex-Monaco finalizou bem na saída do goleiro, mas Lopes defendeu. No rebote, Morel não conseguiu frear e acabou empurrando a bola para o gol. Mais um gol contra. 2 a 0! No fim, Génésio colocou Aouar no lugar de Memphis, mas já não dava tempo para mais nada. Resultado bom para o Paris, mas o OL jogou demais e poderia, inclusive, ter ganho a partida em alguns momentos. Que continue nesse espírito.

Depois de uma sequência complicada, o Lyon agora tem um adversário um pouco menos exigente. Jogando em casa, no Groupama Stadium, o OL enfrentará o Dijon no próximo dia 23, sábado, às 15h do horário de Brasília. O jogo é válido pela 7ª rodada da Ligue 1. Até lá!

FOTOS: Le Parisien / L'Equipe / olweb.fr 


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sábado, 16 de setembro de 2017

[Ligue1 17/18] 6ª rodada - PSG x Lyon

Filipe Frossard Papini
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FOTO: Facebook PSG/Reprodução

Duelo de gigantes pela 6ª rodada da Ligue 1. O Paris Saint-Germain, com cinco jogos e cinco vitórias, recebe no Parc des Princes o Lyon, que também está invicto na temporada, somando duas vitórias e três empates no Campeonato Francês. O confronto coloca frente a frente dois clubes que prometem brigar pelo topo da tabela e este será o primeiro grande teste de fogo para o elenco bilionário parisiense na temporada.

Na coletiva de imprensa, Daniel Alves comentou, que o Lyon brigará pelo título terá uma atmosfera de "disputa de Copa do Mundo" ao encarar o time do Paris, indiretamente e naturalmente se colocando como favorito para o confronto. No entanto, o técnico Unai Emery terá problemas para montar o seu time titular. Sem nomes como Verratti (suspenso), Pastore e Di María (machucados), além de Ben Arfa (se recuperando de lesão), o treinador pode sair do 4-3-3 e ir para um 4-2-3-1. Ainda não sabe sabe quem ocupará a vaga deixada no meio de campo e os jovens N'Kunku e Lo Celso são os favoritos.

Pelo Lyon, o clima ainda é de ressaca pelo empate amargo contra o Apoel Limassol, na última quinta-feira, em jogo de estreia da Liga Europa. Com o placar favorável em boa parte do jogo, o time de Bruno Génésio tomou um gol nos acréscimos e deixou os três pontos - que seriam primordiais - escaparem. O discurso interno é de superação e qualquer empate contra o Paris, fora de casa, seria motivo para muita comemoração. Sem Ferri e Diop machucados, N'Dombélé e Martins-Pereira disputam uma vaga ao lado de Lucas Tousart. Grenier, que também poderia entrar na briga, sequer foi relacionado.

A partida entre PSG e Lyon acontece neste domingo (17/09), às 16h do horário de Brasília. No Brasil, o SporTV, ESPN Brasil e Watch ESPN, prometem transmissão, ao vivo, do duelo, inclusive com abertura do jogo com uma hora de antecedência. Abaixo, confira os relacionados pelos dois times.



LYON:

GOLEIROS: Mathieu GORGELIN e Anthony LOPES;
LATERAIS: Fernando MARÇAL, Ferland MENDY, Kenny TETE e RAFAEL;
ZAGUEIROS: Jérémy MOREL, Mouctar DIAKHABY e MARCELO;
VOLANTES: Christopher MARTINS-PEREIRA, Tanguy N'DOMBÉLÉ e Lucas TOUSART;
MEIAS: Houssem AOUAR e Nabil FEKIR;
ATACANTES: Maxwel CORNET, MEMPHIS Depay, Myziane MAOLIDA, Bertrand TRAORÉ e Mariano DÍAZ;
TÉCNICO: Bruno GÉNÉSIO;
DESFALQUES: Jordan FERRI e Pape Cheik DIOP


  
PSG:

GOLEIROS: Alphone ARÉOLA e Kévin TRAPP;
LATERAIS: DANIEL ALVES, Yuri BERCHICHE, Thomas MEUNIER e Layvin KURZAWA;
ZAGUEIROS: Presnel KIMPEMBÉ, MARQUINHOS e THIAGO SILVA ;
VOLANTES: Adrien RABIOT, Thiago MOTTA e Christopher N'KUNKU;
MEIAS: Julian DRAXLER, Giovani LO CELSO;
ATACANTES: Edinson CAVANI, LUCAS, Kylian MBAPPÉ e NEYMAR;
TÉCNICO: Unai EMERY;
DESFALQUES: Alec GEORGEN, Marco VERRATTI, Javier PASTORE, Ángel DI MARÍA, Antoine BERNEDE e Hatem BEN ARFA


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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Em exibição apática, Lyon sofre empate contra o Limassol nos acréscimos

Filipe Frossard Papini
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Comandados de Bruno Génésio tiveram poucas oportunidades e só não perderam o jogo por causa de um pênalti despretensioso ao seu favor




GSP Stadium. Este foi o palco da estreia do Lyon na Liga Europa 2017/18. O adversário era o modesto Apollon Limassol, que apesar de não ter muita tradição em competições internacionais, tinha um elenco recheado de brasileiros. A missão do OL era invadir o Chipre e voltar com uma vitória, mantendo seu favoritismo no Grupo E e tentar sair ileso de um grupo em que precisa fazer valer sua força e buscar uma primeira colocação com fortes adversários como Atalanta e Everton.

Para o duelo de hoje, quatro brasileiros como titulares no elenco cipriota. O lateral direito João Pedro, o esquerdo Jander, o volante Alef e o meia – considerado o craque do time, Alex. Para o time da casa, um empate simples, somando qualquer ponto contra o Lyon dentro de sua casa, já seria considerado uma vitória. Nem por isso, se colocou de forma recuada. Entrando no 4-2-3-1 e propondo um jogo de igual para igual, o Sofronis Avgousti armou seu elenco da seguinte maneira:




Pelo lado do Lyon, Bruno Génésio apareceu com duas novidades no time principal. A primeira delas foi a opção por Ferri começar jogando no lugar herdado por Sergi Darder, que saiu na última janela. Na partida contra o Guingamp, o jovem Martins-Pereira pegou a vaga e hoje, sequer, foi relacionado. N’Dombélé, que poderia também assumir o posto, começou no banco. A segunda novidade foi sacar o burkinabé Bertrand Traoré dentre os titulares, o ex-Ajax foi preterido por Maxwell Cornet. Veja como ficou escalado:




Com o palco completamente vazio, o Apollon Limassol não se acovardou. Com uma formação tática bastante similar a do OL, o time da casa começou o jogo tomando seus espaços e fazendo valer seu fator casa. Prejudicado, obviamente, pela falta de qualidade técnica do elenco e diversos erros de passes, o elenco cipriota só não conseguiu ser superior ao Lyon no começo por causa de suas limitações.

Nos primeiros 20’ de jogo, nenhuma grande jogada de perigo foi construída pelos dois times. O Lyon parecia se omitir e tentava, a todo custo, um espaço pelo lado direito, sempre buscando explorar Cornet, Fekir que também caia por ali, e as incursões de Rafael, que era forçado a ajudar o ataque. Ainda assim, faltava efetividade. Por sorte, os rivais tinham bastante dificuldades para explorar os espaços que se criavam quando o OL não tinha a bola.

Somente aos 24’ de jogo, uma primeira clara oportunidade de gol foi criada na partida. E, novamente, com o Lyon tentando pelo lado direito. O brasileiro Rafael conseguiu chegar até a linha de fundo, cruzou a meia altura, e Mariano Díaz, pressionado, e tentando se antecipar a marcação, até conseguiu finalizar de cabeça, mas a bola passou ao lado esquerdo do goleiro português Bruno Vale.

Depois da tentativa de Mariano Díaz, o Limassol acabou tendo duas oportunidades em sequência para buscar abrir o placar. Na primeira, em cobrança de falta, o brasileiro Alex colocou no ângulo esquerdo de Lopes, que se esticou todo e fez uma plástica defesa para evitar o gol. Logo depois, Maglica aproveitou um recuo mal feito de Marcelo e disputou com o mesmo Lopes e, novamente, o goleiro do Lyon levou a melhor.

O Lyon tinha muita dificuldades para evitar as subidas do Limassol. Quando o time da casa subia para atacar, o OL deixava espaços demais e somente por falta de qualidade técnica, eles não conseguiram ser mais eficientes no primeiro tempo. A segunda oportunidade real de gol do Lyon só ocorreu próximo aos 40’, quando Mariano Díaz recebeu na entrada da área e, meio caindo, arriscou dali mesmo, quase encobrindo Bruno Vale, que buscou bem.

Antes do intervalo, o OL tentou uma ou duas vezes em jogadas pelas pontas e continuou sem ser eficiente no seu ataque. Mais uma partida em que o time de Bruno Génésio mostrava ser totalmente defasado taticamente e dependia do brilho individual de seus atacantes. Em dias de apagão, como hoje, o torcedor acende as velas e rói todas as unhas na expectativa de um milagre.

Para o segundo tempo, mesmo necessitando de uma mexida, Bruno Génésio não mexeu em nada e voltou com a mesma escalação. Por sorte, em um lance quase despretensioso do ataque do Lyon, a bola rebateu na mão do defensor cipriota e o árbitro Miroslav Zelinka apontou para o pênalti. Na cobrança, Memphis Depay afastou a zica e abriu o placar para o Lyon no jogo: 1 a 0!

Com um gol de vantagem, parecia que o Lyon iria querer gostar um pouco mais do jogo. Teve duas oportunidades em sequência. A primeira, criada por Fekir, exigiu do meia do Lyon carregar a bola desde trás e uma tabela com Memphis para depois desperdiçar em finalização por cima do gol. Logo depois, quem perdeu chance foi Mariano Díaz. O espanhol ficou no mano a mano com o defensor e contou com a boa defesa de Bruno Vale para evitar o segundo do OL.

A resposta do Limassol, que certamente não se mostrava morto no jogo, apareceu aos 27’ da etapa final e não entrou por pouco. Em falta cruzada na área, o bom Alex, brasileiro referência no meio de campo do time da casa, tentou cruzar a bola, por muito pouco, não balançou as redes de Lopes. Foi um cruzamento que passou por todos na zaga e enganou até o goleiro. Por sorte do OL, foi para a linha de fundo.

Faltando um pouco menos de 15’ para o término da partida, o Lyon perdeu Ferri após uma dividida. Saiu contundido. Tanguy N’Dombélé entrou em seu lugar, fazendo sua estreia com a camisa do Lyon. No mesmo momento, Mariano Díaz deixava o gramado para dar lugar a Bertrand Traoré. Com as duas trocas, o OL ganhava um pouco mais de qualidade no passe no meio de campo e mais velocidade no ataque.

Com o Limassol buscando mais o jogo e com a partida também se aproximando do fim, a troca de Génésio foi sábia. O time cipriota, naturalmente, acabava deixando mais espaços e, com a velocidade de Traoré, o OL conseguiu ligar alguns bons contra-ataques. Em um deles, Fekir foi derrubado dentro da meia lua da entrada da área e, na bola parada, Memphis Depay colocou no ângulo de Bruno Vale que, surpreendentemente, conseguiu buscar em belíssima defesa.

Na casa dos 40’ da etapa final, Sofronis Avgousti fez sua segunda alteração, colocando Zelaya no lugar de Schembri. O Limassol buscou fazer uma pressão na base do abafa e, aos 47’, conseguiu chegar ao empate. Maglica cruzou na área e Sardinero completou. A bola desviou antes de entrar. 1 a 1! Um castigo ao péssimo jogo da equipe de Génésio, que fez sua pior partida na temporada até então.

Agora é pedreira e duelo de gigantes. O Lyon foca-se totalmente no confronto peso-pesado contra o Paris Saint-Germain, no próximo domingo (17), às 16h do horário de Brasília. A partida será no Parc des Princes e válida pela 6ª rodada da Ligue 1. Até lá!

FOTOS: olweb.fr / L'Equipe


OS GOLS DA PARTIDA:

0-1 Memphis


1-1 Sardinero


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[LIGA EUROPA 17/18] Grupo E - Apollon Limassol x Lyon

Filipe Frossard Papini
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FOTO: leaguelane

Depois de liminar o Midtjylland, o Apollon Limassol se credenciou para disputar a fase de grupos da Liga Europa e caiu justamente no Grupo E, onde o Lyon também faz parte. E a estreia dos dois times na competição internacional em 17/18 será no Estádio GSP, casa do time cipriota. Com um time recheado de brasileiros desconhecidos, como Jander, Alex, Alef, Allan e João Pedro, o clube pretende surpreender o OL da mesma forma que o APOEL fez na Liga dos Campeões em 2012.

Já Bruno Génésio terá um grande trunfo para este duelo. Pela primeira vez, a recém contratação Tanguy N'Dombélé aparece entre os relacionados e pode até começar jogando ao lado de Tousart na dupla de volantes. Quem fica de fora para esse confronto, por decisão do treinador, são os volantes Pape Cheikh Diop, Christopher Martins-Pereira e o zagueiro Mapou Yanga-M'Biwa.

Apollon Limassol e Lyon se enfrentam nesta quinta-feira (14), às 14h (horário de Brasília). No Brasil, a ESPN+ irá transmitir a partida ao vivo. Abaixo, saiba quem foram os jogadores relacionados pelos dois treinadores.



LYON:

GOLEIROS: Mathieu GORGELIN, Dorian GRANGE e Anthony LOPES;
LATERAIS: RAFAEL, Fernando MARÇAL, Ferland MENDY e Kenny TETE;
ZAGUEIROS: Jérémy MOREL, Mouctar DIAKHABY e MARCELO;
VOLANTES: Lucas TOUSART, Tanguy N'DOMBÉLÉ e Jordan FERRI;
MEIAS: Houssem AOUAR, Clément GRENIER e Nabil FEKIR;
ATACANTES: Maxwel CORNET, MEMPHIS Depay, MARIANO Díaz, Bertrand TRAORÉ e Myziane MAOLIDA;
TÉCNICO: Bruno GÉNÉSIO;
DESFALQUES: Nenhum


APOLLON LIMASSOL:

GOLEIROS: Bruno VALE e Anastasios KISSAS;
LATERAIS: JANDER, Marios STYLIANOU e Giorgos VASILIOU;
ZAGUEIROS: Valentin ROBERGE, Héctor YUSTE, Leonidas KYRIAKOU e Angelis ANGELI;
VOLANTES: Esteban SACHETTI, ALLAN, Konstantinos MAKRIDIS, Andrei PITIAN, Antonio JAKOLIS, Alastair REYNOLDS e ALEF;
MEIAS: Nicolás MARTÍNEZ, ALEX, Giannis CHATZIVASILIS, JOÃO PEDRO e Evdoras SILVESTROS;
ATACANTES: Fotis PAPOULIS, Adrián SARDINERO, André SCHEMBRI, Emilio ZELAYA, Ioannis PITTAS e Anton MAGLICA;
TÉCNICO: Sofronis AVGOUSTI;
DESFALQUES: (?)


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domingo, 10 de setembro de 2017

No sufoco, Lyon bate Guingamp e volta a vencer na Ligue 1

Filipe Frossard Papini
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Resultado foi importante para a sequência do calendário, que terá estreia na Liga Europa e o PSG na sequência do Campeonato Francês



O Lyon começou bem a Ligue 1. Emplacou duas vitórias consecutivas, mas depois tropeçou. Empatou, em casa, contra o Bordeaux e não conseguiu ultrapassar os Canários, em Nantes, também ficando com um ponto. A corrida pelo topo será acirrada nesta temporada e tropeços custarão caro logo mais. Por isso, a torcida cobra e exige bastante. Neste domingo, diante do Guingamp, no Groupama Stadium, era a oportunidade de deixar os erros pra trás e fazer seu resultado diante do torcedor. O OL tinha essa rodada do Campeonato Francês para se preparar, já que quinta-feira (14) já começa a Liga Europa e esta competição é prioridade para o clube.

A vantagem de Bruno Génésio para essa partida é que entrava em campo sem qualquer desfalque. Se deu ao luxo de sequer relacionar nomes como o zagueiro Diakhaby e do meia Grenier. Além disso, duas novas contratações que chegaram nos últimos momentos da janela também ficaram de fora: Diop e N’Dombélé. A grande novidade na escalação desta rodada foi a estreia como titular do jovem Christopher Martins-Pereira. O volante, que também joga na zaga, foi muito bem pela Seleção Luxemburguesa e ganhou a confiança de Génésio para suprir a saída de Darder. Abaixo, veja como ficou escalado o OL:




Por outro lado, o time visitante não contava com algumas peças. Antoine Kombouaré não tinha Jonathan Martins-Pereira (que não é parente do estreante do Lyon), o lateral esquerdo Franck Tabanou e o bom meia Yannis Salibur, que era a ausência mais sentida. Contudo, o Guingamp ainda tinha duas boas opções na frente. Contando com a ativação da “Lei do Ex”, Jimmy Briand era o homem de referência do ataque. Além dele, o EAG também tinha Marcus Thuram, filho do lendário lateral da Seleção Francesa, Lilliam Thuram. Marcus tem passagem por todas as seleções de base da França, do sub-17 ao sub-20 e, com 20 anos, é uma das promessas do time de Kombouaré. Abaixo, veja o time titular:




Mesmo com o Groupama Stadium praticamente tomado em sua parte inferior, o Lyon teve dificuldades desde o começo do jogo. Nos primeiros minutos, quem atacava e pressionava era o Guingamp. Antes mesmo dos dez minutos de jogo, chegaram por três oportunidades, sendo a principal delas uma infiltração de Deaux, que saiu sozinho frente ao goleiro Lopes que conseguiu se esticar e evitar a abertura precoce do placar.

Naquele momento do jogo, o problema maior nem era a pressão que o Guingamp exercia, mas sim a falta de manejo da partida que o OL construía. Não conseguia passar do meio de campo e, a tática de Génésio em escalar dois volantes de marcação parecia falha. Enquanto o Lyon saia com chutões, apertados pela pressão na saída de bola que o EAG fazia, o Guingamp chegava cada vez com mais ímpeto e fazendo a defesa dos Gones bater cabeça.

Quando Briand quase abria o placar em chute venenoso de fora da área, o Lyon conseguiu criar a sua primeira oportunidade em rápida resposta. Mariano Díaz recebeu em velocidade contra a defesa desarmada do EAG, continuou avançando e quando chegou perto da entrada da área, bateu colocado, sem muita força, mas com muita qualidade, no canto esquerdo de Johnsson que não conseguiu chegar. 1 a 0!

Após o gol, o Lyon melhorou bastante no jogo. Começou a chegar, coisa que não tinha feito nos primeiros 20’ de partida. Isso também foi influenciado pelo próprio Guingamp, que sentiu o golpe e não assimilou o injusto gol sofrido. Mariano Díaz criaria mais duas oportunidades. A primeira em cobrança de falta de muito longe que levou bastante perigo e depois uma cabeçada depois de cruzamento de escanteio.

Aos 36’ de jogo, o Lyon teve a sua melhor oportunidade do primeiro tempo para tentar ampliar o placar. Em cobrança de falta com 31 metros de distância, Fekir mandou direto pro gol, a bola desviou na barreira e por muito pouco não encobriu o goleiro Johnsson, que chegou a tocar nela, antes de acertar o travessão. Era a segunda ótima oportunidade do OL no jogo em bola parada.

Até o intervalo do jogo, o Lyon conseguia ter controle do jogo, apesar de ainda ter problemas na construção de jogadas e armação. Fekir precisava recuar bastante para puxar o jogo, ou até mesmo Traoré ter que sair do lado direito para vir até o centro para condução de bola. Memphis Depay, praticamente inativo, só serviu para puxar a marcação em boa parte do jogo. Mesmo indo para o segundo tempo com a vantagem no placar, o resultado ainda era perigoso e era preciso uma melhor na postura.

Na etapa final, assim como no começo do jogo, o Lyon começou sonolento e dando espaços para o Guingamp. Nos primeiros minutos, Deux parou novamente em ótima defesa do atento Lopes. Na sequência, foi a vez de Thuram quase surpreender o português em chute que passou à direita do goleiro. Sentindo a pressão, Bruno Génésio mexeu com cinco minutos, tirando o amarelado Martins Pereira e colocando Ferri.

Antoine Kombouaré viu que poderia impor mais pressão no Lyon e antes dos 20’ do segundo tempo mexeu duas vezes. Tirou o lateral Rebocho e colocou o zagueiro Eboa Eboa. Também tirou Camara a para a entrada de Marcus Coco. O time saia do 4-3-3 e iria pro 3-5-2 (com a bola), buscando avançar mais pelos lados e, ainda assim, preenchendo o meio de campo. Do outro lado, Génésio colocava Kenny Tete no lugar de Rafael em uma alteração protocolar.

O que parecia inevitável aconteceu. Aos 25’ de jogo, o Guingamp teve duas jogadas de bola levantada na área. A primeira, vinda de escanteio, Deaux colocou na cabeça de Marcus Thuram que acertou a finalização e parou em uma defesa elástica de Lopes, que acabou devolvendo a bola para Deaux. Na segunda tentativa, o volante colocou de novo na cabeça de Thuram que, dessa vez, colocou com categoria no ângulo, também de cabeça. 1 a 1 !

A resposta do Lyon apareceu de imediato. Logo na saída de bola, o time se colocou pra frente no ímpeto de desempatar o jogo. Fekir chamou a responsabilidade, recebeu de Memphis, carregou a bola na intermediária, se livrou de dois na marcação e quando parecia que o próprio Memphis Depay iria atrapalhar o lance, o mesmo Fekir finalizou, sem chances de defesa para Johnsson que já saia do gol para evitar. 2 a 1. Uma resposta em tempo recorde!

Kombouaré tinha pouco tempo e queria arrancar algum ponto. Logo tirou Étienne Didot e colocou Ludovic Blas. Já perto do fim, Génésio também queimou sua última troca e colocou Maxwell Cornet no jogo, tirando Bertrand Traoré, que fez sua partida mais apagada com a camisa do OL até então na temporada. OL cozinhava o jogo na esperança do relógio passar mais rápido e deixava o adversário impaciente.

Com quatro minutos sofridos de acréscimos, o Lyon tocava a bola e não permitia incursões e espaços para o adversário. O Guingamp, querendo o empate, já havia pressionado com mais ímpeto no decorrer do jogo e simplesmente assistia o OL fazer uma roda de bobinho no meio de campo. Por mim, o relógio jogou contra os visitantes e deu ao Lyon o retorno às vitórias na Ligue 1.

A Ligue 1 agora fica um pouco de stand-by e o time do Lyon se foca na Liga Europa. O primeiro jogo do Grupo E já acontece na próxima quinta-feira (14), às 14h. O adversário será o Limassol e a partida será no Tsirion Stadium, no Chipre. Até lá!

FOTOS: olweb.fr / L'Equipe


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